Despreparo de gestores pode causar a falência das empresas
A dificuldade de acesso ao crédito, mudanças constantes no cenário econômico e nas regras de mercado, a ausência de um planejamento estratégico compatível com a realidade do mercado são alguns dos fatores que podem contribuir para a falência de uma empresa. Esses aspectos estão relacionados às altas das estatísticas do setor, para pequenas e média empresas, e revelam a carência de preparo dos gestores em relação à elaboração de um planos de negócio adequado.
O diretor da Gerencial Auditoria e Consultoria, Ângelo Mori Machado, afirma que a saúde das empresas é afetada inúmeras vezes pela insuficiência de preparo profissional. Segundo ele, o brasileiro (e o gaúcho em especial) é um empreendedor nato, mas em muitas ocasiões se descuida dos aspectos técnicos indispensáveis ao abrir uma empresa. “A baixa experiência dos profissionais, a falta de informação e planejamento organizacional e estratégico para o negócio levam às falhas”, explica.
O auxílio ou apoio de outros profissionais pode ser uma solução para que esses problemas sejam evitados. “O gestor reduz de forma significativa os riscos de falência ou os períodos conturbados se
utilizar uma assessoria que possa estudar, além do regime tributário ideal, a saúde econômico-financeira da futura empresa”, completa o diretor. Cursos disponíveis em entidades de classe e em universidades também minimizam o despreparo para uma implantação com sucesso, oferecendo maior segurança para as ações gerenciais do empreendedor.
De acordo com pesquisas de mercado, de cada 10 pequenas empresas abertas no Brasil, apenas duas sobrevivem até o quinto ano de vida, uma mortalidade superior a 80%.
Organizar uma empresa requer um esboço do negócio que inclua o comportamento dele diante das tendências do mercado e da crescente onda de competitividade. Para isso, questões técnicas são
envolvidas, como os instrumentos que servirão de apoio para a gestão. “O conhecimento do Ponto de Equilíbrio econômico e financeiro, das projeções para o fluxo de caixa e aspectos fiscais, da Margem de Contribuição por produto, linha de produtos ou unidade de negócio são alguns exemplos básicos da composição de informações para um planejamento estratégico”, agrega Ângelo.
Fonte:
WH Comunicação
Aline Wolff da Fontoura