Mercado assimila atualizações na Lei do Inquilinato
As imobiliárias, e o mercado, estão se adaptando às novas regras da Lei do Inquilinato, que no último dia 25 de fevereiro completou um mês de vigência. A Auxiliadora Predial, que atende no Rio Grande do Sul e em são Paulo, treinou os seus colaboradores para atender as demandas surgidas com as atualizações. Também, inseriu uma pequena cláusula nos contratos de locação chamando a atenção para as atualizações do texto.
De acordo com o Diretor de Locações César Gimenez, alguns clientes questionam a necessidade de apresentação de garantias locatícias para o fechamento do negócio. “O usual é a apresentação de garantias, e a nova lei faculta ação liminar para o despejo daquelas que não possuem nenhum tipo de garantia. Desse modo, a liberação da garantia no negócio segue sendo uma decisão única e exclusiva do proprietário”, explica.
Empresários, comerciantes e lojistas assimilam gradativamente as mudanás. Pelo tempo curto de desocupação em caso de inadimplência, o setor lojista temeu riscos ao negócio. “Mas acreditamos que as novas regras vieram para melhorar o equilíbrio das relações entre locador e locatário. Em situação de atrasos no aluguel, o inquilino pode buscar orientações junto à administradora. Ela vai indicar um bom caminho, incluive, pela negociação apaziguadora entre as partes”, agrega César. Os empresários são regidos pelas mesmas regras da Constituição Federal. Caso haja inadimplência é possível que a ação de despejo aconteça em um período de aproximadamente seis meses.
O mercado ainda espera uma redução nos valores dos imóveis disponíveis para locação. “Seria ótimo. Mas, se acontecer, levará algum tempo até que as novas regras sejam incorporadas à rotina do negócio. Um mês ainda é pouco para sabermos”, completa César.
Neste momento, em especial em Porto Alegre, a demanda por imóveis ainda é alta em relação ao número de ofertas. Por isso, os preços ainda tendem a não baixar. Depois que a aplicabilidade da lei for comprovada, espera-se que os proprietários direcionem os seus investimentos para a locação de imóveis. Com isso, haverá mais unidades à disposição no mercado e por conseqüência, bem como, valores mais copmpetitivos.
Em relação à figura do fiador, a imobiliária Auxiliadora Predial não registra aumento de casos de exoneração. A empresa acredita isso ocorra porque os afiançados sempre são pessoas muito próximas de seus fiadores, e eles sabem da necessidade da permanência de sua garantia, até o encerramento efetivo da locação.
Fonte:
Aline Wolff da Fontoura
WH Comunicação
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Tags:Auxiliadora Predial
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